In My Head....Or Something...

Saturday, January 03, 2009

Agora eu quero dormir

6 dias de maus pensamentos

Sorrindo para estranhos

Bem vestido e bem lavado

Sentado em uma cadeira

Acho que algo ja foi apagado


Uma obrigação


O que você disse

O que você disse

Eu tento lembrar

E quando lembro

Eu quero acreditar


Sempre atrasado para o compromisso

Comigo ele ja não crê

O meu compromisso

A mente estreita se perde no caminho


Os bons me dão um pouco de tempo

Os ruins me deixam parado sob o sol

Sem me importar com a dor

Sem me importar com a alegria

Na contramão de todas as vidas

Friday, January 02, 2009

Um passo na rua da felicidade

Para voltar a mim

A rodopiar e rir

Dentro do silêncio

No futuro que já chegou

E já passou


Uma mulher no sonho

E uma mulher á frente

Os mesmos caminhos de sempre

Onde tudo nunca é suficiente


Tocar seus rostos e cabelos

Sua cintura e pernas

Sentir um beijo

Sem que ele seja uma prova de que sou capaz


Esquecer da vida

Que é mais um dia de sol, chuva ou noite

Como ja se fez igual, no sol, na chuva e na noite


Um passo na rua da felicidade

Pôr as promessas á frente

E depois se encontrar sem saber

No silencio da rua deserta

Que chama que mereces

Que não sabes conseguir

Friday, November 21, 2008

Enquanto a espera

Desacredita que possa acontecer

Enquanto um sorriso de alma

Que não um sorriso

Que a todo dia tenta gostar

Da mente agora então



Sim

Agora está



Não é mais pensar que um dia

Algo irá mudar

Algo já mudou

Exatamente tudo que se imaginou um dia

Quando se chorava

Secou

Agora só há a verdade

De que a vida deve ser o completo oposto

Do que voce poderia ser

O resto é mentira

Monday, September 15, 2008

I´m tired of

Staring at trees

Stonewalls and eletric lights

I´m tired of

Staring at people sitting

And standing


I die in my dreams


I emerge from the water to stand on my own

To make a good day

To pass the time

Pretending

That i had a treasure inside of me


There are no more words, no words

To what i´m into

An actor

Aways picking the fallin pieces

To put together again


Like someone who fall in the street

And look around to see if someone saw it


I don´t know why

I sit

Or why i stand


To be desirable

Through my locked eyes

Please

Give me another colour

A look to realease mine

Friday, May 16, 2008

A espera do barulho impossível

Do choque que concede a gravidade

Como se ela vivesse em tudo e tudo fosse

Há tanto tempo

Que se acostuma a ela os dias do mês

A esses dias que não sei acabar e não sei quando acabam

Quando me deito tarde e sem sono


E quando esse alarme toca

Da colisão dos mortos e dos vivos

Das profundezas que se escondem

Meu corpo treme em defesa

A minha calma que o olhar não aceita

E os meus anos passados em memórias queimadas



A vida que sinto sem as amarras

Me diz em silêncio que a falta é tão grande

Que não falta nada

As correntes em meus pés que criei

Para me livrarem do que foi criado antes de mim


Elas me puxam e perguntam aonde ir

Além do que se pode enxergar eu digo

Então elas calam

E apenas pesam um pouco ao serem arrastadas


Eu fotografo o mundo entre algo que não posso tocar

Tuesday, April 15, 2008

Há algo estranho no ar

Como podem sentir os fantasmas

Que consomem

A dor

Que aflinge a alma

Ao andar pela cidade

Em um amor rancoroso e sem paradeiro

Como uma vingança secreta

Perseguem na penumbra fria

A olhar a lua pintada

Eles eram realmente uns imbecis metidos a espertalhões. Aí está alguém que merece sofrer. Eu ri, avancei e desferi um soco reto no que estava mais próximo. O sangue começou a escorrer e ele me olhou sem expressão, talvez um pouco surpreso. Senti uma satisfação com aquilo, e continuei avançando, mas por trás de mim algum fio passou abruptamente em minha garganta. Eu continuei a olhar, e do chão pude ver uma figura sem rosto crescer em minha direção com uma foice na mão em suas calças jeans. Ele me matou. E agora minha cabeça está no lugar, e meus dentes ainda não rangem, silenciados pelo sono. Notícias de jornal, palpáveis em suas folhas sujas. O branco descascado da sacadinha de metal. Eu me apoio nela e vejo lá embaixo o piso velho e meio esburacado da área aberta do apartamento de fundos do térreo. Dois vasos de plantas, um em cada canto, me fizeram lembrar algo, mas não soube dizer o que era. Nenhuma relação com isso, ainda parece sonho. O peso leve do corpo em pé.

No banho as lajotas opacas refletem minha mente vazia , e minhas mãos me dizem que, afinal, não há fantasmas. O shampoo caindo pelo corpo, e de olhos fechados todo esse espaço não parece muito diferente. Eu gostava bastante de tomar banho quando criança. Olhava meus braços molhados refletidos na luz da lâmpada, eles pareciam raios, e lia os rótulos dos produtos apoiados no pequeno suporte. Minha toalha colorida esperava ao lado.
Agora enquanto seco minha nuca ela me chama, como o fundo dos meus olhos. Uma falta estranha de nada. Não há porque chorar, nem sorrir, a essa hora da manhã. Nem também porque levar adiante o nascimento de uma flor, nem de uma criança. Senti o cheiro do corpo lavado e me vesti ouvindo um vizinho cantar. Ele cantava alguns trechos, mas quando extendia muito, perdia a voz abruptamente, e ria.

Descendo a rua, um céu escuro e nublado paira sobre os fios elétricos,e aqui embaixo um monte de lixo aberto e rasgado na frete do prédio ao lado. As pessoas na parada de ônibus, eu tento adivinhar suas idades em seus rostos e corpos. Não sei se pareço velho ou novo para o que sinto. Não sinto o tempo passar, os dias ficam claro ou escuros. Muitos carros modernos. Visto o passado enquanto entro na padaria para comprar pão. Uma garota bem nova atende no caixa, e parece encabulada enquanto me olha de soslaio. Ela me entrega o pão enquanto um caminhão com frutas estaciona em frente.

De volta em casa, sento a mesa pra comer. Alguma coisa no pescoço, sinto quando me curvo pra passar manteiga no pão, um desconforto que dá vontade de mexer os braços e olhar para cima. A nuca me chamando de novo. Um gancho nas minhas costas. Sob a luz fraca da manhã se fez um pequeno espelho na tv desligada á minha frente. Ali estou eu, junto com a mesa, um espectro escuro, um vulto. Olho o relógio, tenho uma entrevista de emprego as dez e meia. Na sala silenciosa, o pensamento dá mais uma volta, voltando o caminho suspenso, quebrando o invisível. Preencher o único mundo, o meu, com uma cor diferente do que consigo ver. Um rádio mal sintonizado. Uma frequência fora da faixa, que me erga para além da culpa de viver dentro do que me tornei. Espalhar o meu corpo para além dos poros, para além dos pontos de ônibus, os fios elétricos, os carros, os prédios e os rostos.

Monday, January 28, 2008

Os segundos entre um momento

Soltos ao ar

Em um ciclo

De morte e renascimento


O sol que bate

Em prédios sujos e rotos

Como o passado

Em duas cores

No rosto de olhar enferrujado



E ao final do dia o fim

Do que durou muito ou pouco

Em um sonho catástrofe

De fogo e destruição


Em um momento

Pode-se matar um momento

E criar um contento

Por tudo aquilo que não se vê