A espera do barulho impossível
Do choque que concede a gravidade
Como se ela vivesse em tudo e tudo fosse
Há tanto tempo
Que se acostuma a ela os dias do mês
A esses dias que não sei acabar e não sei quando acabam
Quando me deito tarde e sem sono
E quando esse alarme toca
Da colisão dos mortos e dos vivos
Das profundezas que se escondem
Meu corpo treme em defesa
A minha calma que o olhar não aceita
E os meus anos passados em memórias queimadas
A vida que sinto sem as amarras
Me diz em silêncio que a falta é tão grande
Que não falta nada
As correntes em meus pés que criei
Para me livrarem do que foi criado antes de mim
Elas me puxam e perguntam aonde ir
Além do que se pode enxergar eu digo
Então elas calam
E apenas pesam um pouco ao serem arrastadas
Eu fotografo o mundo entre algo que não posso tocar

1 Comments:
Obrigada pelo comentário, Fernando. É, o Lanegan é genial. O tipo de artista independente que não teve/tem o reconhecimento merecido. E o show do Gutter Twins é puro rock, sem firulas, sem pose, sem truques. Tomara que algum iluminado os traga para o Brasil! Beijo. Ana
Post a Comment
<< Home